4.03.2005

A isto é que se chama abrir horizontes

isto é que é intercâmbio cultural: amanhã, vou pela primeira vez em 8 anos cortar o cabelo a uma cabeleireira que não a Ana e como se isto não chegasse, vou ter de explicar como quero tudo numa língua que não a minha quando na minha normalmente já é tarefa complicada (já treinei o vocabulário, com o apoio da Vogue e da Elle: "layered", "light fringe", "like this photo of Shirley Manson"). Isto exigiu grande preparação psicológica e, na verdade só o faço porque o visual Cidália Moreira não me assenta por aí além. Até agora o choque está a ser elevado: depois da dor de cabeça de escolher o salão, quando já achava que estava tudo decidido, tive de escolher entre "trainee", "graduate stylist", "jr stylist", "sr stylists" e mais uns quantos nomes, a marcação não chegou, tive de trocar sms's pré-fabricados a confirmar a confirmação. E se calhar está a escapar-me mais qualquer logística, estou recesosa.
Ainda estou a tempo de desistir.
Cortar em casa.
Fazer rastas.
Deixar crescer para ter um visual hippie no solsticio.